Três horas da manhã, chovia e o telefone tocava.
Ela: Alô ?
Ele tenta dizer algo, mas não consegue … Algo o prende.
Ela: Alô ?
Ele: É … oi.
Ela: Ah, é voc …
Ele: Espera ! Eu refleti a noite inteira, e descobri meu defeito.
Ela: Hã ? Que defei … — A campainha toca — Espera, tem alguém na porta.
Ela abre a porta, e ele a puxa pela cintura para fora de casa, e a beija …
Ele: Meu erro foi esse. Falta de atitude. — Sussura.
Ela: E quem disse que eu queria que me beijasse ? — Reclama, empurrando-o.
Ele: Vai dizer que atendeu o telefone as três horas da manhã, e não atendeu porque sabia que era eu ? Que abriu a porta de casa três horas da manhã, e não tinha certeza de que seria e …
Ela: Tá … eu admito que sabia. Agora pode parar de falar pelo celular e me beijar.