Estatística aí tá boa? ;D

domingo, 29 de maio de 2011

— Me perdoa — Exclamou, puxando-me de encontro a seu corpo e deixando nossos rostos separados por apenas centímetros. Tudo que eu pretendia falar desapareceu.

— Não — Respondi, sentindo suas mãos puxarem meu corpo ainda mais para perto do seu. Os segundos se arrastavam, e ele não falava nada. Minha respiração parecia ter desaparecido, e tudo ao nosso redor também. Eu odiava o tanto que eu o amava. Insano, masoquista. Doentio. Eu precisava de Sean Brewster como um ser vivo precisa de ar. Ele fechou os olhos, apoiando sua testa na minha, e apertando minha cintura com força, a respiração quente e ritmada chocando-se contra meus lábios. Permaneci imóvel, lutando contra mim mesma para não ceder. Silêncio. Ele afastou seu rosto, apenas o bastante para voltar a me encarar. Os olhos castanhos fixos nos meus, deixando-me perdida… Sem saída.

Me. Perdoa — Silabou, separando as palavras… Sua voz baixa e rouca saindo arrastada por seus lábios entre abertos. O sotaque britânico ganhando vida e invadindo meus ouvidos, repetindo-se inúmeras vezes dentro de minha cabeça. Controle. Controle. Adeus, controle. Levei minhas mãos até sua nuca, pressionando meus lábios de modo violento contra os dele. Sua lingua pedia passagem, que logo lhe foi concedida. As mãos passasevam por minhas costas, mantendo-me unida a ele, enquanto meus dedos agarravam os fios bagunçados de seu cabelo. Ele me amava. Ele tinha que me amar… Não podia ser apenas, desejo… Paixão… Tinha que ser mais que isso, era mais que isso. Afastei nossas bocas buscando por ar, e vi o sorriso cínico de sempre se formar em seu lábios. Beijei-o. Uma, duas, três, inúmeras vezes. Beijei-o até não aguentar mais… Até sentir meus lábios formigarem. Até sentir que tudo estava completo e em ordem, com ele ali do meu lado. Beijei-o até sentir que beijá-lo, já não era mais o bastante para demonstrar tudo que eu queria que ele pudesse ver.

— Sean — Ele esperou — Eu amo você.